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mais sobre diabetes

O diabetes mellitus é uma síndrome clínica conhecida
desde a antiguidade, mas o aumento epidêmico na sua prevalência
na virada do milênio, com 150 milhões de casos e uma
previsão de 350 milhões de casos em 2025, tornaram a
sua prevenção e tratamento um dos grandes desafios atuais
da medicina. A maior parte dos casos corresponde ao diabetes tipo
2 causado por uma combinação em graus variáveis
de resistência à ação da insulina e deficiência
na sua produção.
Cerca de 10% dos pacientes diabéticos são do tipo 1,
que é causado por uma deficiência absoluta na produção
de insulina, conseqüente à destruição auto-imune
das células beta das ilhotas de Langerhans, as únicas
capazes de produzir insulina. Para estes pacientes, a única
possibilidade de sobrevivência é a reposição
de insulina através de injeções diárias
deste hormônio. O isolamento, purificação e microencapsulamento
de ilhotas pancreáticas constitui uma alternativa promissora
na terapia do DM.
No Brasil, o IDF (International Diabetes Federation) estima que 0,11%
da população seja portadora de diabetes do tipo 1, ou
seja, em torno de 185.000 pacientes.
Os pacientes portadores do diabetes tipo 1 são o alvo principal
dos procedimentos terapêuticos em desenvolvimento no NUCEL.
O número de potenciais
beneficiados é muito grande
Com o progresso das técnicas de obtenção de ilhotas,
em franco desenvolvimento no mundo todo, em breve será possível,
no Brasil, o implante rotineiro de ilhotas a partir de um único
doador. Esta meta já foi alcançada em outros centros
(Edmonton, Miami, Minneapolis, ). A utilização de uma
taxa de 1:1 (receptor:doador) abre caminho para o aumento do número
de potenciais receptores, além da maior facilidade de captação
de órgãos.
Paralelamente, há um contínuo avanço nos esquemas
imunossupressores utilizados, cada vez mais eficientes e com menos
efeitos colaterais. No entanto, o grande diferencial proposto pelo
NUCEL, é o desenvolvimento da tecnologia do microencapsulamento
que pretende anular a necessidade de imunossupressão, e que
virá permitir o implante celular em maior escala. |