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.o que é o nucel

O Núcleo de Terapia Celular e Molecular (NUCEL) foi criado, em 2002, através da Resolução USP-4.916, Portaria GR-3.337 de 10/4/2002, publicada no Diário Oficial de 11/4/02, para enfrentar o desafio de utilizar a competência técnico-científica instalada no Laboratório de Biologia Celular e Molecular (LBCM) e na Unidade de Ilhotas Pancreáticas Humanas (UIPH) do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), para o tratamento de doenças humanas (diabetes, hemofilia, reparo ósseo, doenças hepáticas, deficiências de reprodução) através de Transplante Celular, Engenharia de Tecidos e DNA recombinante.

Futuras instalações do NUCEL, para mais detalhes clique na figura

A idéia de criar este Núcleo (NUCEL) surgiu da necessidade de abrigar o grupo multidisciplinar e multiprofissional que se formou entre pesquisadores do Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Instituto de Química da USP e médicos (cirurgiões e clínicos) que atuam em diversos hospitais da cidade de São Paulo (Hospital Israelita Albert Einstein, Heliópolis, Sociedade Beneficiência Portuguesa, etc), os quais se reuniram para montar e introduzir o programa de Transplante de Ilhotas no Brasil. Apesar da motivação inicial ter sido o tratamento de pacientes diabéticos graves, desde o início, este grupo percebeu a importância de estender a terapia celular para outras doenças degenerativas.

Nesta primeira etapa de funcionamento do NUCEL, já foi iniciado o implante de ilhotas pancreáticas humanas, isoladas a partir de doadores-cadáver, em pacientes diabéticos, um procedimento que já foi reconhecido pelo Ministério da Saúde. Inicialmente, está sendo efetuado em pacientes adultos diabéticos tipo I hiperlábeis, que não conseguem perceber os sintomas (taquicardia, palidez e sudorese) que acompanham as crises de hipoglicemia. Por apresentarem hipoglicemias desapercebidas, estes pacientes estão sujeitos a um risco de vida cotidiano, razão pela qual têm indicação de transplante de pâncreas, o único tratamento até agora disponível, que é capaz de reverter este quadro. Futuramente, o transplante de ilhotas poderá ser estendido para outros quadros, como, por exemplo, pacientes diabéticos tipo I que já sofreram transplante de rim e que, portanto, já estão sendo submetidos ao tratamento com imunossupressores. Por se tratar de um procedimento ainda experimental, o transplante de ilhotas não é permitido para menores de 18 anos de idade.

Estudos já foram iniciados, em modelos animais, para a terapia celular de outras doenças.